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Produzido por Marco Mansoro

Todas as composições, arranjos

e performances instrumentais

por Marco Mansoro

 

Gravado e mixado em 2003

Remasterizado em 2023

Estúdio Engenho Arte - Juiz de Fora/MG - Brasil

 

     Alea Jacta Est é um nome sugestivo para um álbum que marca o início de uma fase bastante ousada, pelo menos a intenção de fazer algo diferente. A minha ousadia significava compor e gravar Rock Progressivo, estilo musical que eu sempre fui fã e ouvi muito na década de 1970 e 1980. Ainda ouço bastante hoje em dia, embora a modernidade das canções e gravações me desviaram um pouco a atenção. O estilo Rock Progressivo foi uma consequência de bandas pisicodélicas que abandonaram as tradições pop padrão em favor de instrumentação e técnicas de composição mais frequentemente associadas ao jazz, folk ou música clássica. Elementos adicionais contribuíram para seu rótulo de 'progressivo' - as letras eram mais poéticas, a tecnologia era aproveitada para novos sons, a música se aproximava da condição de 'arte' e o estúdio, mas do que o palco, tornou-se o foco da atividade musical, que muitas vezes envolvia criar música para ouvir em vez de dançar. O estilo musical buscava uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa. Na sua essência, o som progressivo extrapolava o formato canção em músicas com longuíssimos trechos instrumentais, muitas vez compondo os chamados “álbuns conceituais”, discos que contavam uma história ou possuíam alguma ligação temática entre suas faixas. Assim como a guitarra elétrica se tornou marca registrada do rock n' roll, o teclado se tornou parte inerente do estilo, alcançando ou até mesmo superando sua condição de principal instrumento. Assim, me embrenhei nessa aventura, e mais uma vez eu digo ousada, afinal eu era bastante limitado como músico, instrumentista e, principalmente, um neófito na produção musical. Mas eu queria expor esse meu lado, uma vez que as inspirações melódicas explodiam em minha mente e eu precisava gravar as minhas criações musicais. As vezes, eu imaginava uma canção (somente na minha cabeça) e ficava por horas criando arranjos e sequencias instrumentais. Gravei tudo de forma intuitiva, sem compromisso com o resultado, pois eu queria mesmo era botar pra fora tudo que vinha à mente e precisava ser exposto em forma de música. É claro que o resultado ficou bem "louco", com vários erros na produção, principalmente no que tange à harmonia... Mas isso não era o primordial... Eu não almejava um disco perfeito ou que provocasse elogios, eu me esforcei para mostrar as minhas inspirações e iniciar um projeto como produtor musical.

         Este álbum ficou muito tempo restrito a um grupo de amigos que, assim como eu, gostavam de Rock Progressivo. Agora, depois de uma sequencia de masterização, pude inserir este precioso trabalho na minha discografia e torna-se, de uma vez por todas, parte da minha história de compositor e instrumentista. A sorte foi lançada e valeu a pena... Afirmo que sempre vale a pena realizar sonhos e perseguir outros novos - E assim por diante!

         Como foi dito acima que os álbuns de Rock Progressivo geralmente seguem uma linha "conceitual", este não foi diferente. E para demonstrar essa afirmativa, segue abaixo o texto que foi inserido na capa do CD físico, lançado em 2004 - dando a forma conceitual que a obra quis demonstrar:

" A mais fascinante das viagens, a passagem para a eternidade,

inicia-se  inocentemente no aconchego do seio sagrado. 

Um caminho íngreme e sinuoso, marcado por contrastes insólitos,

apresentando-se como um desafio... Perigoso, porém sedutor.

Uma corrida contra o tempo, onde o coração é o motor

e a imaginação o alimento que mantém as nossas asas

sempre prontas para alçar voo, mesmo sem saber até quando.

..."Alea Jacta Est"...

A sorte está lançada!

E incrivelmente valerá a pena pagar pelo preço de viver."

 

(2003) Marco Mansoro - ALEA JACTA EST.jpg
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